Importância da reconstrução mamária pós mastectomia

A cirurgia de retirada dos seios por câncer abala muito o estado emocional das mulheres. Saiba como a cirurgia plástica pode devolver a autoestima e a confiança feminina com técnicas modernas de reconstrução mamária.

 

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres. No Brasil, o cenário atual nos mostra dados realmente preocupantes: uma incidência de 56,20 casos em 100.000 mulheres, sendo que o Rio Grande do Sul apresenta 90,20 casos em 100.000 mulheres, a segunda maior incidência no país bem, assim como Porto Alegre com 130,90 casos em 100.000 mulheres.

O tratamento preconizado para o câncer de mama é a mastectomia (cirurgia de retirada do seio comprometido pela neoplasia) complementada pela quimioterapia e pela radioterapia, dependendo do estágio evolutivo da doença.

Nos dias atuais, graças a campanhas de conscientização pública sobre a importância do diagnóstico precoce no aumento de chances de cura (o diagnóstico nos estágios iniciais da doença tem 88,3% de sobrevida, em média), a cirurgia de mastectomia é menos radical, mais conservadora, preservando grande parte dos tecidos mamários.

Mesmo assim, o impacto psicológico e na saúde que um diagnóstico de câncer causa é tremendo. O sentimento de medo e a perspectiva sombria da morte e da perda total ou parcial de um órgão que representa toda a feminilidade e um dos principais atributos da beleza feminina se tornam inevitáveis. Incertezas e inseguranças quanto aos estigmas que a doença e o tratamento podem causar, quanto ao futuro com seu companheiro, a exposição de um corpo, antes inteiro, agora “mutilado”, cicatrizes extensas, tudo leva à baixa da autoestima e da autoconfiança.

  • Por que  ainda existe resistência em relação à reconstrução mamária?

Apenas 7% das mulheres com câncer de mama aceitam se submeter a procedimentos de reconstrução mamária após a mastectomia. É um número muito pequeno diante de toda a tecnologia à disposição para a reconstituição. O motivo talvez esteja na desinformação, no fato dessas mulheres não saberem que existe a possibilidade de reparação plástica ou associarem essa possibilidade a necessidades estéticas, à futilidade e ao egoísmo “em pensarem nisso num momento desses”.

  • A reconstrução mamária interfere no acompanhamento da doença?

Estudos científicos comprovam que a reconstrução mamária influi positivamente na recuperação e no tratamento. Não apenas sob o ponto de vista emocional, mas também de reações físicas aos tratamentos complementares de quimioterapia e radioterapia. A positividade, a melhora do estado de ânimo e de uma nova perspectiva de vida influem sobremaneira no aumento das defesas corporais.

Muitas mulheres, ainda, acreditam que a cirurgia de reconstrução possa interferir na recidiva da doença ou que possa atrapalhar no acompanhamento da mesma, mascarando o aparecimento de novos nódulos. A realidade, todavia, é que a reconstrução mantém a paciente sob supervisão constante e as modernas tecnologias de diagnóstico por imagem nos permitem o diagnóstico de eventual recidiva da doença independente da reconstrução ter sido realizada ou não.

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  • Qual o melhor momento e qual a melhor alternativa de reconstrução mamária?

As opções técnicas de reconstrução mamária vão depender da cirurgia de tratamento do tumor. O arsenal terapêutico do cirurgião plástico oferece alternativas que vão desde a reconstituição com tecidos da própria mama, ou inclusão de próteses, até técnicas que trazem tecidos à distância, do abdômen ou das costas.

Normalmente, mastologista e cirurgião plástico trabalham em conjunto para um consenso sobre o melhor momento de realizar a reparação. Se no mesmo tempo da mastectomia ou após a administração de tratamentos complementares. Claro que a reconstrução imediata, logo após e na mesma cirurgia da retirada da mama, sempre que possível, é a mais desejada pois poupa a mulher de conviver com a ausência da mama.

O planejamento de qual opção técnica de reconstrução será a melhor depende também do tipo de cirurgia que o mastologista realizará – se apenas um setor, um segmento, ou se toda mama será retirada – além da necessidade de quimioterapia e/ou radioterapia.

Resumindo, a mastectomia tem importantes efeitos físicos e psicossociais na mulher, gerando sentimentos de perda, de medo, baixa autoestima e insegurança. A reconstrução mamária pós mastectomia traz de volta o sentimento de estar inteira novamente à mulher. É a esperança de deixar para trás um momento ruim da vida e iniciar uma fase nova de bem estar com seu corpo, confiante e com autoestima elevada.

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