Pelos caminhos da cirurgia plástica e o nome Clínica Borges Fortes

Conheça a história profissional do Dr. Flavio Borges Fortes,  o que o levou à escolha da Cirurgia Plástica, a construção do  nome e da  marca Clínica Borges Fortes e os caminhos trilhados nessa especialidade médica apaixonante.

Cirurgia Plástica

Foi na década de 70 que tive o primeiro contato com a Cirurgia Plástica.

Me recordo, como se fosse hoje! Assistia a uma aula desta cadeira na antiga Faculdade Católica de Medicina, em Porto Alegre, quando o professor Jorge Fonseca Ely (que mais tarde viria a ser meu grande mestre!) projetou slides de um caso de uma pessoa que aparecia com um grande tumor maligno no couro cabeludo.

Os slides – talvez muitos jovens não saibam o que é isso, são diferentes de um Power Point e das apresentações multimídia de hoje! – se sucediam e eu fiquei impressionado com as dimensões da perda de tecidos resultante da ablação daquele tumor.

Aqui comigo pensei: “e agora, como é que ele fechou isto ai???“.

Puxa daqui, vira dali, porções de couro cabeludo vizinhas ao defeito foram se ajustando e, incrivelmente a reparação se concluiu. Fiquei deslumbrado e, a partir daquele momento, faltando ainda dois anos para me formar, começou a amadurecer em mim a decisão de tornar-me cirurgião plástico.

O caminho percorrido foi longo e árduo. Um médico, antes de receber o título de Cirurgião Plástico, além dos 6 anos do curso de Medicina, deve realizar dois anos de especialização em Cirurgia Geral e três anos de especialização em Cirurgia Plástica. Portanto, são onze anos de estudos, atividades teóricas e práticas  . Este treinamento, embasado nos conhecimentos adquiridos na faculdade e na Residência de Cirurgia Geral, são de fundamental importância pois dá ao médico recém-formado experiência e segurança,  além de grande habilidade cirúrgica e raciocínio clínico para lidar, ao longo de sua vida futura, com as mais variadas patologias, reparadoras ou estéticas.

Santa Casa e Faculdade nos dias de hoje. Uma potência!

Ao terminar minha formação, como residente no Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, tive a honra de ser convidado a participar do mesmo Serviço como Instrutor de Residentes. Experiência ímpar pois o convívio com esses jovens sedentos de aprendizado e experiência nos obriga à constante  estudo e atualização. Com consequente amadurecimento profissional.

Estava num momento de realização pessoal e profissional: uma carreira docente, passando para os residentes e estudantes o que havia aprendido e, ao mesmo tempo, ajudando pessoas carentes, com pouco ou nenhum recurso.

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No Brasil, quando se fala em Cirurgia Plástica pensa-se em estética. Mas a realidade não é bem essa.  A Cirurgia Plástica também lida com restauração dos tecidos, com reparação de deformidades . Nosso maior movimento, na Santa Casa, era com a reparação de inúmeras doenças congênitas (deformados faciais ou corporais de nascença, lábios e palatos fendidos…), adquiridas (trauma, câncer…) ou estéticas, essas últimas em número mais reduzido.

Atendíamos e operávamos por valores irrisórios, quando não gratuitamente. Muitas vezes éramos recompensados com presentes como ovos, verduras, frutas, aguardente…. Produtos que aquelas pessoas produziam no seu pedaço de terra.

Nesse momento, senti a necessidade de abrir minha clínica particular, onde pudesse realizar meu sonho de criança, de ser médico, procurado por pessoas que precisassem de um consolo na sua dor. A clínica privada, claro, era a perspectiva de fonte financeira para a  subsistência.

A família Borges Fortes tem uma tradição marcante na história do Rio Grande do Sul.  Militares, revolucionários, médicos, historiadores, políticos, todos com uma participação de grande influência na construção da alma deste estado.  Por que não continuar esta tradição naquilo que escolhi fazer? Daí surgiu a minha marca. o nome “Clínica Borges Fortes”! Como uma homenagem a estes antepassados e ao legado que deixaram às gerações que os sucederam.

Passei, também, a trabalhar em plantões semanais, no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde atendíamos vítimas de acidentes de trânsito com graves ferimentos e fraturas  faciais, grandes queimados, traumatizados com lesões de mão (inúmeras mãos mutiladas por ação de fogos de artifício nas noites de São João e Reveillon!!) além de graves traumatismos e ferimentos de membros inferiores em  motociclistas. Viver esse “mundo cão”, um verdadeiro filme Felliniano,  foi, sem dúvida, para mim uma grande escola de vida. Por lá trabalhei por 15 anos e de lá guardei boas recordações de momentos e histórias vividas. Era chegado o momento de me dedicar integralmente a minha clínica privada.

Convivo diariamente com pacientes portadores de uma dor diferente daquela que uma cólica ou uma cefaleia causam. É a dor que aflige a autoestima, a confiança e que interfere no convívio social, familiar e profissional das pessoas que não conseguem mais conviver com os efeitos da passagem do seu relógio do tempo, de gestações prévias ou que não tiveram a fortuna da benção da mãe natureza.

Estou completando 35 anos de jornada pelos caminhos da Cirurgia Plástica. Ao longo desse tempo me obriguei à constante atualização e aperfeiçoamento, participando de congressos, visitando colegas e, claro, estudando sempre. Participações em Sociedades Internacionais de cirurgia Plástica são, igualmente, importantes nessa troca de experiências.

Me sinto verdadeiramente realizado e gratificado em poder ser o instrumento de satisfação e de realização dos  sonhos de minhas clientes com a Cirurgia Plástica. O sentimento também é de gratidão por ter sido iluminado com este dom de poder restaurar feições e funções alteradas por algum infortúnio ou pelas consequências do tempo vivido.

Qual a sua história? Gostaria de saber como posso te ajudar.

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