Outubro Rosa: câncer de mama e cirurgia plástica

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O movimento “Outubro Rosa” surgiu na última década do século XX, nos Estados Unidos, onde vários estados realizavam ações referentes à prevenção do câncer de mama, no mês de outubro. Hoje, o movimento tornou-se mundial e utiliza o laço rosa como simbolismo de feminilidade e delicadeza para chamar a atenção e conscientizar as pessoas sobre os riscos e a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Vamos aproveitar o “Outubro Rosa” para salientar, também, o papel da cirurgia plástica no contexto da mulher vitimada pelo câncer de mama.

Cirurgia plástica e câncer de mama

Um dos maiores avanços no tratamento do câncer de mama, nas últimas décadas, foi a participação da cirurgia plástica como coadjuvante ao tratamento oncológico.
Mulheres mastectomizadas (que tinham o seio retirado para tratar a doença) tinham poucas perspectivas de terem sua integridade física restaurada após a cirurgia.
Vanessa-Tiemeier-scar-project-mastectomy-cancer-de-mamaPorém, com o avanço dos métodos diagnósticos e, consequentemente, com o aumento das estatísticas de mulheres com diagnóstico precoce do câncer de mama, a cirurgia realizada pelos mastologistas tornou-se mais conservadora, preservando mais os tecidos mamários sem prejuízo do prognóstico de cura.
Assim, a possibilidade de se realizar a reconstrução plástica dos tecidos retirados pela mastectomia (cirurgia que trata o tumor) , no mesmo tempo da cirurgia ou num tempo postergado, tornou-se realidade.

Quando é possível realizar a reparação plástica após uma mastectomia

A reparação plástica está indicada em todos casos onde parte ou todo o seio foi retirado com fins de tratamento de uma neoplasia.

O arsenal de técnicas de que dispõe o cirurgião plástico permite que essa reparação seja realizada no mesmo tempo em que o mastologista atua ou numa cirurgia posterior, após tratamentos adjuvantes à cirurgia oncológica como a quimioterapia e a radioterapia.
Importante é que sempre haverá a opção e a oportunidade para a reconstrução da mama mastectomizada.

Opções técnicas de reparação plástica

Inúmeras são as alternativas técnicas de reconstrução da mama após o tratamento do tumor. Desde a utilização de tecidos locais, da própria mama – como em casos em que apenas um setor da mama foi retirado – até o emprego de tecidos das costas, do abdômen ou do glúteo, em casos de reparações mais complexas.

tecnica-reparacao-plastica-cancer-de-mamaMuito utilizada, igualmente, a técnica em que se usa uma “prótese” que vai sendo progressivamente expandida com solução fisiológica para que a pele do seio tenha elasticidade suficiente para receber uma prótese definitiva.
Alguns casos podem ser reparados apenas com a inclusão de próteses de silicone, não requerendo reconstruções mais elaboradas.
Existem também técnicas para a reconstrução da aréola e do mamilo nos casos em que esses são retirados junto com os tecidos tratados.

Leia o artigo sobre próteses mamárias aqui.

Interferência da reparação plástica no acompanhamento da doença

Não existe absolutamente nenhuma interferência de quaisquer das técnicas utilizadas na reconstrução mamária após uma mastectomia com o acompanhamento clínico oncológico da doença.
Os exames de seguimento realizados após o tratamento, isto é, o acompanhamento da paciente com câncer após a mastectomia e reconstrução durante 5 anos, devem ser realizados de acordo com as orientações do mastologista, não sofrendo qualquer tipo de prejuízo.

O Movimento Outubro Rosa

outubro-rosa-laco-cancer-de-mamaO Outubro Rosa é um movimento consagrado internacionalmente que chama a atenção para os riscos e nos alerta que o diagnóstico precoce do câncer de mama, através do autoexame e dos exames de imagem, aumenta as chances de cura da doença. Gostaríamos de incorporar a esta ideia o conceito de que, além disso, o diagnóstico precoce possibilita tratamentos cirúrgicos menos radicais, menos mutilantes e com amplas possibilidades de restauração dos tecidos pela Cirurgia Plástica devolvendo, dessa forma, a autoestima, o bem estar físico e o equilíbrio psíquico à mulher.

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